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Cartão de acesso para Ciclistas do Continental  Shopping

Cartão de acesso para Ciclistas do Continental Shopping (Foto extraída da postagem original)

No Blog da Bicicletada de POA – Porto Alegre – saiu um relato sobre o bicicletário do Continental Shopping – no bairro do Butantã em São Paulo, quase divisa com Osasco –  muito bom, tanto o relato como o bicicletário. Vale a pena conferir:

http://bicicletadapoa.blogspot.com/2006/11/o-primeiro-mundo-pode-ser-aqui.html

Ontem escrevi o relato da minha ida ao Shopping Central Plaza e o envio de 4 perguntas para o Shopping. Recebi ontem o retorno por e-mail com o seguinte convite, enviado enviado pelo Sr. Camargo, Gerente Operacional do Shopping:

Caro Rodrigo,

Gostaria de substituir este questionário por uma visita sua e/ou da sua equipe para uma reunião no Central Plaza, quando poderemos esclarecer algumas dúvidas e questionamentos, bem como, traçarmos novas diretrizes para a utilização e convívio com os ciclistas da região.

No aguardo de um retorno, agradeço antecipadamente.

Camargo – Gerente Operacional

Conversei hoje por telefone com o Sr. Camargo e estamos acertando um bate papo para a semana que vem. Se quiser vir, o convite está aberto. É só deixar um comentário ou enviar um e-mail para bicicletaqui @ gmail.com

O Shopping Central Plaza Center está localizado na Vila Prudente e atende além dos próprios moradores da Vila Prudente, os bairros do Ipiranga, Cambuci e Mooca além de parte de São Caetano e Santo André. Possui 240 lojas, um hipermercado, 10 salas de cinemas, boliche e academia de ginástica.

Anexo possui o Shopping Interlar Central Plaza com 70 lojas voltadas para o mobiliar e a decoração.

Na última sexta-feira, dia 07.11.08, fui até o Shopping na parte da manha para desbloquear meu celular. Para quem vem do Ipiranga de bicicleta, vale ressaltar que precisa de cuidado para atravessar o Viaduto das Juntas Provisórias, mas cheguei ao Shopping sem nenhum problema.

Ao atravessar o portão de entrada, fui avisado por um segurança que estava na entrada que não poderia ir pedalando até o bicicletário. Desci da Bicicleta e fui empurrando pela rua, já que não existe uma calçada que leve até o bicicletário. A sugestão para quem for de bicicleta é entrar portando pela 2ª entrada no sentido São Paulo para o ABC, da Av. Dr. Francisco Mesquita, pois ai estará mais perto do bicicletário e não precisara empurrar muito a bicicleta.

Chegando ao bicicletário, uma placa informa a obrigatoriedade do uso de correntes, travas ou cabos com cadeados:

Placa Bicicletario Central Plaza

Ao entrar no bicicletário, um segurança preenche um cadastro, com a marca e modelo da bicicleta além do nome e RG do condutor. Recebi uma senha oralmente e um pequeno lacre numerado para colocar na bicicleta.

Bicicleta Identificada

Contei 25 vagas no paraciclo tipo borboleta (aquele que só prende a roda). As 11hs da manha já haviam varias bicicletas estacionadas, provavelmente de funcionários do próprio shopping.

Bicicletário Central Plaza

Sophia no Bicicletário

Muitos ciclistas não gostam deste tipo de paraciclo, pois muitas bicicletas podem ter o pneu retirado sem dificuldade através apenas de uma pequena trava. No meu caso especifico, não tem muita diferença.

Cadeado na bicicleta

Na minha saída do shopping, o segurança pediu a senha informada e o meu RG. Conferiu os dados e liberou minha saída. Muito prático e funcional!

Na minha visita ao shopping, passei pelo balcão de informações e peguei o endereço de e-mail de atendimento ao cliente. Enviei agora (em 12.11.08), algumas perguntas, as quais reproduzo abaixo. Assim que tiver a resposta , publico aqui.

1. Qual foi o motivo da implantação dos paraciclos e desde quando eles foram implantados? O projeto já está concluído ou está em fase de implantação?

2. O shopping realiza ou pretende realizar campanhas educacionais ou outras ações visando incentivar a bicicleta como meio de transporte ou a sua utilização em atividades de lazer?

3. O shopping disponibilizaria espaço para atividades lúdico-educativas visando a conscientização do uso da bicicleta como meio de transporte e o respeito ao ciclista?

4. Quais os motivos que levam a proibição da circulação de bicicletas dentro do shopping, já que a circulação de uma bicicleta sendo empurrada pelo ciclista até o bicicletário através do estacionamento, pode ser mais incomoda do que com o ciclista pedalando?

Já recebemos contato do Shopping. Veja o desenrolar clicando aqui.

Avaliando: de 0 a 10, nota 8


Como Chegar:

Av. Dr. Francisco Mesquita, 1.000 – Vila Prudente

Veja aqui no Google Maps como chegar

Telefone de Informações:

11 2066.4422

Horário de Funcionamento das Lojas:

Segunda a Sábado das 10hs às 22hs

Domingos e Feriados das 14hs as 20hs

Mais sobre o shoppng:

O Parque da Independência, mais conhecido como Museu do Ipiranga fica no bairro do Ipiranga possui hoje 161.300 m² e tera em breve incorporados mais 21.188 m². O parque abriga no seu interior o Museu Paulista, A Casa do Grito, e o Monumento à Independência, além de possuir no seu interior Jardins e uma pista de cooper em meio de um bosque.

O parque é administrado pela Prefeitura de São Paulo, com exceção do Museu Paulista que é administrado pela USP.

Visitei hoje o parque no horário do almoço e constatei a agradável surpresa de ver que foram instalados 10 paraciclos, em formato de U, dentro da parte superior do parque, próximo ao Museu.

Chegando ao parque, entrando pela Rua Xavier de Almeida, dei de cara com uma placa já conhecida:

Proibido andar de bicicleta no parque

Desci da bicicleta e continuei empurrando. Logo vi os Paraciclos no meu lado direito:

Paraciclos Museu do Ipiranga

Não existe nenhuma placa informando aonde estão os paraciclos. Se você entra pela entrada do estacionamento dos carros pela Rua dos Patriotas, é capas de prender sua bicicleta na grade por não saber da existência de um lugar apropriado. Nos Paraciclos também não existe nenhuma sinalização indicando o nº de vagas ou a necessidade do uso de correntes e cadeados – por mais que seja uma necessidade até que obvia.

Prendi a Sophia (minha bicicleta) e me dirigi a administração do parque. Lá fui recebido pela Sra. Creusa que se identificou como educadora do parque. Solicitei a ela um e-mail de contato para realizar algumas perguntas. A reação dela foi defensiva e um pouco exaltada. Disse-me que poderia ela mesmo responder todas as perguntas, pois como educadora era capacitada para o mesmo. Não discordei, apenas expliquei que preferia fazer as perguntas por escrito pois era o procedimento padrão que tinha escolhido para o blog.

Expliquei em linhas gerais o que pretendia, que minha idéia era apenas fazer algumas perguntas e publicar junto com um relato em um blog que pretendia incentivar a bicicleta como meio de transporte. Nesta hora a Sra. Creuza demonstrou realmente preocupação e depois de me lembrar o a proibição que já tinha visto na placa, pediu para colocar em letras garrafais e piscando que: “É proibido andar de bicicleta no parque!”. Não vou colocar as letras piscantes, mas está mais que registrada a proibição, que segundo ela, é devido a acidentes que ocorreram com idosos e crianças no parque.

As perguntas, enviei por e-mail (em 10.11.08) e as reproduzo abaixo. Assim que tiver a resposta publico aqui.

1. Qual foi o motivo da implantação dos paraciclos e desde quando eles foram implantados? O projeto já está concluído ou está em fase de implantação?

2. O parque realiza ou pretende realizar campanhas educacionais ou outras ações visando incentivar a bicicleta como meio de transporte ou a sua utilização em atividades de lazer?

3. O parque disponibilizaria espaço para atividades lúdico-educativas visando a conscientização do uso da bicicleta como meio de transporte e o respeito ao ciclista?

4. Serão colocadas placas indicativas visando sinalizar a localização dos Paraciclos, sua capacidade e regras de uso?

5. Quais os motivos que levam a proibição do uso da bicicleta dentro do parque?

Avaliando: de 0 a 10, nota 6


Como Chegar

Av Nazarereth, s/n – Ipiranga

Veja aqui no Google Maps como chegar

Telefone de Informações

11 2273.7250

Horário de Funcionamento

das 05hs às 20hs

Mais sobre o parque:

Primeiros Posts

Já a algum tempo que criei este blog – cerca de 20 dias – e nada postei aqui. Mas neste tempo pensei como seria o melhor formato para desenvolver o que acredito possa ser um serviço para quem anda de bicicleta.

Colocar só os locais onde a Bicicleta é bem vida, seria irrelevante. Para isto existe já um mapa colaborativo no Google mantido pelo pessoal da Biciletada de São Paulo, muito mais funcional e com uma grande variedade de locais onde você pode parar sua bicicleta.

Resolvi então colocar aqui os locais que visito com algumas informações e fotos. Uma espécie de relatório de como foi minha ida de Bicicleta até o lugar. Fora trabalho e faculdade, visitei mais alguns lugares nestes dias e vou começar por eles. Vamos ver o que dá!

O texto é de Julio Cortázar e foi escrito nos anos 50. Peguei no blog da Soninha, mas a dica veio do Cuevas, através da lista de discussão da Bicicletada. Tudo a ver com o Bicicletaqui!

Nos bancos e nas casas de comércio deste mundo ninguém se incomoda a mínima que alguém entre com um repolho debaixo do braço, ou com um tucano, ou soltando da boca como um barbantinho as canções que minha mãe me ensinou ou trazendo pela mãe um chipanzé com uma camiseta listrada. Mas basta uma pessoa entrar com uma bicicleta para que se produza uma agitação desmedida e o veiculo seja expulso com violência para rua enquanto o proprietário recebe advertências violentas dos empregados da casa.

Para uma bicicleta, ser dócil e de comportamento modesto constitui uma humilhação e um escárnio a presença de cartazes que a fazem parar, altivos, diante das belas portas de vidro da cidade. Sabe-se que as bicicletas procuraram por todos os meios modificar sua triste condição social. Mas absolutamente em todos os países da terra é proibido entrar com bicicletas. Alguns acrescentam “e cachorros”, o que duplica nas bicicletas e nos cães seu complexo de inferioridade. Um gato, uma lebre, uma tartaruga podem em principio entrar na casa Bunge & Born ou nos escritórios dos advogados da rua San Martín sem provocar mais do que uma surpresa, grande deslumbramento entre telefonistas ansiosas, ou no máximo uma ordem ao porteiro para que ponha na rua os mencionados animais. Isto pode acontecer mas não é humilhante, primeiro porque representa só uma probabilidade entre muitas, e depois porque nasce como efeito de uma causa e não de uma fria maquinação preestabelecida, horrendamente impressa em chapas de bronze ou de esmalte, tábuas da lei inexorável que esmagam  a simples espontaneidade das bicicletas, criaturas inocentes.

De qualquer maneira, cuidado, gerentes! Também as rosas são ingênuas e doces, mas talvez vocês saibam que numa guerra de duas rosas morreram príncipes que eram como raios negros, cegados por pétalas de sangue. Não vá acontecer que as bicicletas amanheçam um dia cobertas de espinhos, que as hastes de seus guidons cresçam e ataquem, que encouraçadas de furor elas arremetam em legião contra as vitrines das companhias de seguros e que o dia aziago se encerre com uma baixa geral de ações, com um luto de vinte e quatro horas, com pêsames mandados em cartões.

A alguns meses resolvi que posso usar a bicicleta como um meio de transporte e ajudar a fazer a minha parte! Minha parte pela minha saúde, por menos poluição, por menos transito.

Mas nadar contra a maré não é fácil, por mais que seja prazeiroso. Uma das coisas que me incomoda, e incomoda a muitos ciclistas não deve nem passar pela cabeça de quem só anda de carro. Onde eu paro?

Minha bike não tem chave para desligar e trancar. Então quando eu vou a algum lugar de bicicleta, ela deve ser bem vinda!